“Hamilton” – 10 Coisas que você precisa saber sobre o musical que revolucionou a Broadway

Se você é fã de musicais, com certeza já deve ter ouvido falar sobre esse musical. Em comemoração aos 05 anos da estreia de “Hamilton” na Broadway, o Mundo dos Musicais vai listar algumas coisinhas que você PRECISA SABER sobre essa obra que revolucionou a Broadway!

  1. COMO TUDO COMEÇOU

Lin-Manuel Miranda, ator, compositor e rapper, foi quem escreveu Hamilton. Ele se inspirou após ler a biografia de Alexander Hamilton escrita por Ron Chernow. Ele levou seis anos para escrever o musical, sendo que os primeiros dois anos do processo foram dedicados apenas para criar duas músicas: “Alexander Hamilton” e “My Shot”.

O então presidente Barack Obama foi um dos primeiros e grandes apoiadores do projeto. Em 2009, ele convidou Lin-Manuel Miranda para se apresentar no White House Poetry Jam, um evento cultural na Casa Branca. Miranda já tinha a ideia de um álbum conceitual de hip-hop sobre Alexander Hamilton e, lá, apresentou a música que hoje é o número de abertura do espetáculo. Tempos depois, Michelle Obama ainda chamou o musical de “a melhor obra de arte que eu já vi na vida”

2. O QUE O TORNA TÃO PARTICULAR E ESPECIAL?

Os estilos musicais também não são dos mais tradicionais: o enredo é conduzido por peças nos gêneros hip hop, R&B e soul. O elenco é formado, majoritariamente, por atores negros – que, em uma sacada irônica, interpretam personagens históricos brancos e racistas. “Essa é a história da América do passado, contada pela América de agora”

A trilha está disponível no Spotify e você pode conferir abaixo:

3. PREMIADO E ACLAMADO

O fenômeno cultural fora indicado a 16 prêmios, um recorde e levou 11 estatuetas pra casa. O musical também conquistou um Prêmio Pulitzer de Drama e um Grammy na categoria de Melhor Álbum de Teatro Musical.

Disney Reprodução

4. HAMILTON É O SOBRENOME DE ALEXANDER HAMILTON

A peça é a interpretação que o ator e compositor Lin-Manuel Miranda fez de um livro, uma biografia lançada em 2004 por Ron Chernow sobre Alexander Hamilton (1755-1804), primeiro Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, que influenciou as bases do capitalismo no país, considerado um dos “pais fundadores” da nação.

Hamilton era um “bastardo, órfão, filho de uma meretriz e um escocês”, um imigrante saído da Ilha de St. Croix, no Caribe, aos 17 anos. Com um relato sobre o furacão que devastou a ilha em 1772, ele convenceu empresários a bancarem seus estudos em Nova York. Mais tarde, lançou-se na política e se tornou o braço direito de George Washington, o primeiro presidente norte-americano (1789-1797).

“Quando ele faz um poema para se safar, pensei, ‘isso é muito hip-hop’. Escrever versos sobre o quão terríveis são as circunstâncias em que você vive, e isso o livrar delas”, disse Lin-Manuel-Miranda em entrevista à Rolling Stones, em 2016.

Quando Hamilton canta que “chegou muito mais longe sendo mais esperto e trabalhando duro”, evoca “a narrativa do homem pobre que se levanta sozinho, tão atraente nos EUA”, diz a historiadora da NYU Rebecca Goetz.

Mas não é apenas de sucessos que é feita a vida de Hamilton. O musical também mostra o homem de vida pessoal trágica. Ele perdeu o filho adolescente num duelo; viu sua carreira política se perder num escândalo sexual com uma mulher casada; e amava o amigo Laurens mais do que era permissível.

Disney Reprodução

5. ELE É O ROSTO DAS NOTAS DE US$10

E devido ao grande sucesso do musical, o Tesouro Nacional dos EUA desistiu de trocar o rosto estampado nas notas de dez dólares e manteve o de Hamilton.

Nota de dez dólares norte-americana

Cogitada como a nova face, a ex-escrava abolicionista Harriet Tubman foi para a cédula de US$20, no lugar do ex-presidente escravocrata Andrew Jackson, no governo Barack Obama.

Quando Donald Trump assumiu a presidência dos EUA, a proposta da nova nota foi suspensa.

Projeto da nota de US$20 com o rosto de Harriet estampado

6. SUCESSO MUSICAL E FINANCEIRO

Até agora, as apresentações na cidade de Nova York arrecadaram US$ 649,9 milhões, segundo a Broadway League. Já a turnê que passou por lugares como Los Angeles, Chicago, West Palm Beach, Dallas arrecadou outros US$ 167,2 milhões, segundo a Pollstar. A temporada prolongada no West End de Londres vendeu outros US$ 38,6 milhões em ingressos, com base em uma análise da Forbes sobre os preços médios das entradas para o espetáculo. Adicione vendas de camisetas, o álbum do elenco, livros e mercadorias relacionadas –além da venda para a Disney–,e o show está entre uma elite de produções que geraram receita de mais de US$ 1 bilhão.

7. HÁ UM JEITO BARATO, PORÉM DIFÍCIL DE CONSEGUIR INGRESSO

O sucesso do musical é tão grande que, quando estava em cartaz, as sessões eram esgotadas por meses e filas na porta do teatro a espera de desistências eram comuns e, quando havia desistências, o valor dos ingressos não eram menos que US$250.

Há um jeito barato, porém difícil de conseguir ingresso para assistir ao show na Broadway. Uma certa quantidade de ingressos são sorteados para compra por apenas US$10. Você só precisa se cadastrar no site e ter um cartão de crédito válido para o pagamento. Ainda bem que Hamilton estampa as notas de US$10 e não de US$100, mas imagino que a concorrência por esses ingressos não seja tão pequena assim..

Foto: NYTix

8. LIN-MANUEL MIRANDA

O artista multitalentoso de 40 anos desempenhou vários papéis na criação de “Hamilton”. Ele escreveu o libreto e a partitura e, por um tempo, desempenhou o protagonista no palco.

Lin-Manuel também escreveu a letra e a música do musical In The Heights, que abriu na Broadway no teatro Richard Rogers em março de 2008. O trabalho escrito de Miranda fez com que ele ganhasse inúmeras honras, incluindo o Tony de Melhor Trilha Sonora Original, em 2008 e o Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical, em 2009. A atuação de Miranda no papel principal do show, como Usnavi, também fez com que ele ganhasse a nomeação para o Tony de Melhor Ator em um Musical e o show ganhou como Melhor Musical.

“In The Heights” já teve uma versão brasileira em 2014 e contou com Myra Ruiz como a protagonista Nina.

Myra Ruiz em “Nas Alturas” | Produção 4act

De origem porto-riquenha, Miranda tem um longo histórico de trabalhos em parceria com a Disney. Ele colaborou para criar a trilha sonora da animação “Moana”, tendo então sido indicado ao Oscar com a canção How Far I’ll Go. Em 2018, estrelou a sequência de “Mary Poppins” junto a Emily Blunt. Mais recentemente, foi confirmado como um dos compositores das músicas da futura adaptação em live-action de “A Pequena Sereia”.

9. TRECHOS DAS CANÇÕES EM PROTESTOS NOS EUA

Em 2017, frases da narrativa de “Hamilton” estamparam cartazes em manifestações contra o então recém-empossado presidente Donald Trump por todos os Estados Unidos, como “a História está voltada para você” (da música “History Has Its Eyes On You”) ou “Amanhã haverá mais de nós” (de “The Story of Tonight”). As citações se repetiram nos anos seguintes, especialmente na Marcha das Mulheres, movimento feminista internacional que luta por causas das minorias. Não foi diferente em 2020: em um momento de profunda reflexão sobre o racismo sistêmico no país, as citações repareceram nos protestos de Vidas Negras Importam (Black Lives Matter), após a morte do americano negro George Floyd por policiais brancos, como “não é um momento, é um movimento” (da letra de “My Shot”). No Twitter, uma pessoa escreveu: “Eu me pergunto se Lin-Manuel Miranda sabia quão boas seriam as letras de ‘Hamilton’ para as faixas de protesto”. E é mesmo bem oportuno para dar um recado: o sentimento de uma nação querendo ser reconstruída e trazendo a discussão sobre os valores de seu povo.

10. DISPONÍVEL NO DISNEY+

Desde julho de 2020, o musical está disponível no catálogo da Disney+ (que só estará disponível no Brasil em novembro) e conta com todo o elenco original e é o resultado da edição de três apresentações. Foram pagos US$ 75 milhões pelos direitos de exibição da obra, consagrando a mesma como a aquisição cinematográfica mais cara da história até o momento.

Não trata-se de uma versão adaptada para o cinema, é justamente a gravação do musical em cartaz na Broadway e foi filmada em 2016, no Richard Rodgers Theater, em Nova York e teve a direção de Thomas Kail.

Inicialmente, Miranda e a Disney queriam que o filme fosse lançado nos cinemas norte-americanos e a estreia estava prevista para acontecer em 15 de outubro de 2021. Entretanto, por conta da pandemia do coronavírus (COVID-19), os planos mudaram. A adaptação, que já estava finalizada desde o começo de 2020, estreou no Disney+ em 3 de julho.

Curtain Call do show na Broadway | Disney Reprodução

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