De Vitor Rocha e Elton Towersey, “Se Essa Lua Fosse Minha” estreia em maio

O premiado autor Vitor Rocha estreia um novo musical em 2019, desta vez em parceria com Elton Towersey.

Por Victor Miranda

Um grupo de navegantes parte de Terrarrosa, uma província espanhola, afim de encontrar um lugar para viver e descobrem a ilha de Porto Leste, localizada no encontro das águas quentes com as águas frias. O problema é que a ilha já é habitada por um povo e, com isso, conflitos surgem com os diferentes modos de viver dos dois povos.

O jeito que os povos encontram para viver em harmonia na ilha, é fazer uma linha que divide a terra onde, de um lado ficam os nativos e do outro, os novos moradores. De um lado fica a destemida Leila e do outro o rebelde Iago. Mas o amor que surge entre os dois não respeita a divisão imposta.

Vitor Rocha (autor, diretor e premiado por “Cargas D’Água”) e Elton Towersey (dos elencos de “A Pequena Sereia – O Musical” e “Annie” e compositor de “Casusbelli”, também com Vitor Rocha) se juntam mais uma vez para contar uma história autoral e brasileira.

A ideia do espetáculo surgiu quando Vitor, ainda no ensino médio, estudando simbolismo na aula de português, leu o poema “Ismália” de Alphonsus de Guimaraens e se apaixonou. Vitor juntou o poema que acabara de ler com sua paixão pela cultura popular e surgiu a ideia do musical que não poderia ser mais brasileiro. O nosso folclore conduz a história: enquanto Iago e Leila se apaixonam em Porto Leste, da Espanha vem Belisa, predestinada a se casar com ele. Da terra vem a flor do alecrim, que pode ser a solução para ela. O lencinho branco cai no chão. O anel que era de vidro, se quebra. Os pés virados para trás. Um canto que atrai os homens. Pirulito que bate, bate.

Os dois autores acreditam que esse espetáculo vai proporcionar uma aventura nova ao público, mas de um jeito que os farão se sentir “em casa”. A história, apesar de nova e original, será familiar familiar por causa do folclore e das cantigas da infância. Acima de tudo, os autores afirmam que o texto fala sobre a importância de pregarmos o sonho, querermos o bem e plantarmos o amor, fala sobre o ódio ensinado e a liberdade. E para falar de tantas coisas universais, atemporais e necessárias, usamos do nosso folclore, da nossa cultura, do nosso povo, o que para a dupla, é a melhor forma de buscar a identificação.

Sem data de estreia e elenco ainda anunciados, o musical estreia no mês de maio no Núcleo Experimental, na Barra Funda.

Foto: Victor Miranda/Divulgação

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