Tudo o que você precisa saber sobre “Billy Elliot – O Musical”, que estreia em março no Teatro Alfa

A nova produção do Atelier de Cultura estreia em 15 de março no Teatro Alfa. Venha saber mais sobre “Billy Elliot” antes da estreia!

Sucesso ao redor do mundo, “Billy Elliot – O Musical” já foi apresentado em mais de 15 países, conquistando mais de 12 milhões de espectadores.

A história de “Billy Elliot” se passa em County Durham, uma pequena cidade ao nordeste da Inglaterra, cuja principal atividade é a mineração de carvão. Durante a greve dos mineradores de 1984, que pedia pelo não fechamento de minas improdutivas, Billy fica depois do horário em sua aula de boxe para dar as chaves do salão para a senhora Wilkinson, que está dividindo o espaço para dar suas aulas de balé.

Fascinado pela dança, Billy começa a frequentar as aulas escondido de sua família, até que seu pai descobre e proíbe que o garoto participe das aulas. A sra. Wilkinson, no entanto, certa do potencial de Billy, oferece aulas grátis (e secretas) para que ele realize uma audição para a Escola Real de Balé.

O desfecho da história poderá ser conferido no Teatro Alfa a partir do dia 15 de março, mas enquanto as cortinas não sobem, o Mundo dos Musicais traz tudo o que você precisa saber sobre o musical, que chega ao Brasil pela segunda vez.

O FILME

Foto: Universal Pictures/Divulgação

“Billy Elliot” é baseado no filme de 2000, dirigido por Stephen Daldry e escrito por Lee Hall. Protagonizado por Jamie Bell como Billy, Gary Lewis como Jackie, o pai de Billy, Jamie Draven como Tony, irmão de Billy e Julie Walters como a sra. Wilkinson.

A história do filme é um desenvolvimento da peça “Dancer”, escrita por Lee Hall, mas nunca produzida. O escritor também foi parcialmente inspirado pelo livro “Sob a Luz das Estrelas”, de A.J. Cronin (o título em inglês, “The Stars Look Down” é também o título da primeira canção do musical).

“O filme é sobre querer algo melhor e fazer tudo que você pode para alcançá-la”, explicou o roteirista Lee Hall à época. “Acho que todos têm um desejo secreto e serão capazes de se conectar com a determinação de Billy de conquistar o seu”. “O público será capaz de se identificar com suas próprias batalhas na infância ao ver a história dessa criança tentando achar uma maneira de se expressar em circunstâncias difíceis”, completou o diretor.

Mais de 2.000 meninos passaram por testes para o papel principal. “Foi um pesadelo fazer tantas audições – chegamos a pensar que o filme não poderia ser feito pois não seríamos capazes de achar o ator perfeito”, contou o produtor Jon Finn. “Além de dançar, também precisávamos de alguém que atuasse, tivesse o sotaque correto e a idade certa… eventualmente, achamos Jamie [Bell], que tem essa capacidade elusiva de fazer você amar uma criança e ficar terrivelmente preocupado com o que vai acontecer com ele. Nossa agulha no palheiro!”.

Jamie Bell começou a dançar com seis anos, após ver uma garota em uma competição de sapateado. “Ela estava errando vários passos, então disse pra minha mãe que eu conseguia dançar melhor. Ela me comprou um par de sapatos e disse que eu poderia fazer aulas”, contou o garoto. “Houve alguns problemas com os meninos da minha escola que ficavam dizendo que dançar era ‘pra garotas’, então eu simplesmente não contava que depois do treino de futebol eu ia para minha aula de dança”.

Foto: Universal Pictures/Divulgação

Para a atriz Julie Walters, foi fácil empatizar com a história de Billy. “Minha mãe queria que eu fosse uma enfermeira”, disse. “‘Atuar! Que tipo de trabalho é esse?’, ela dizia. Era esperado de Billy virar um minerador, mas com as minas fechando, não sobraria nada a não ser as drogas, o desemprego e a pobreza. E ele nem quer ir para as minas!”.

Sobre a coreografia, o coreógrafo Peter Darling explica que todas foram criadas pensando em Jamie Bell. O coreógrafo estudou crianças dançando e os movimentos do próprio ator para criar algo que fizesse o garoto se destacar. “Queria que as cenas de dança expressassem o desejo do Billy de fugir”, conta.

Foto: Universal Pictures/Divulgação

O filme foi lançado sob aplausos no Festival de Cannes em 2000, com o título “Dancer”, mas para evitar que o público se confundisse com o filme “Dançando no Escuro” (“Dancer in the Dark”, em inglês), o filme foi renomeado para “Billy Elliot”. Lançado nos cinemas em 19 de setembro de 2000, o filme arrecadou mais de 109 milhões de dólares em bilheteria em um orçamento de apenas 3 milhões de libras.

O filme foi indicado aos Oscars de Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante para Julie Walters e, embora não tenha ganho nenhum dos prêmios, o filme recebeu outras doze indicações nos prêmios BAFTA, recebendo os prêmios de Melhor Filme Britânico, Melhor Ator para Jamie Bell e Melhor Atriz Coadjuvante para Julie Walters.

Atualmente, o filme está disponível no catálogo da Netflix – acesse.

O MUSICAL
Apesar de Stephen Daldry e Lee Hall terem inúmeros trabalhos no teatro e os dois terem, em ocasiões separadas, comentado sobre terem conhecido o cantor Elton John no festival de Cannes ou visto o cantor emocionado com o filme, nenhum dos dois poderia imaginar que, um ano após o lançamento do filme, Elton John entraria em contato, profundamente apaixonado e com o projeto de transformar a história em um musical.

Após uma reunião com o cantor, Stephen Daldry aceitou dirigir o projeto, com Lee Hall escrevendo o roteiro e as músicas ao lado de Elton John como o compositor da produção.

Novamente, encontrar a criança perfeita (afinal, além de atuar, dançar e saber o sotaque correto, o ator a interpretar Billy também deveria saber cantar – e ser multiplicado por três, já que as leis trabalhistas exigem a alterância entre papéis infantis) se mostrou um desafio. Entre mais de 3.000 atores, Liam Mower, James Lomas e George Maguire foram escalados para o papel principal. A sra. Wilkinson foi interpretada por Haydn Gwynne e o pai de Billy, Jackie, foi interpretado por Tim Healy. A estreia aconteceu em 11 de maio de 2005.

A produção se tornou um grande sucesso, sendo indicada a nove prêmios Olivier, vencendo Melhor Novo Musical, Melhor Ator em um Musical para os três atores que interpretaram Billy, sendo a primeira vez que o prêmio foi dividido por alternantes e fazendo com que Liam Mower se tornasse o ator mais novo a receber o prêmio, Melhor Coreógrafo de Teatro para Peter Darling e Melhor Design de Som.

A produção original encerrou suas apresentações em 9 de abril de 2016, após 4.566 sessões. À época, o musical se tornou a 15ª produção com maior número de apresentações em Londres.

Antes de ir para a Broadway, o musical estreou em Sydney, na Austrália em 13 de novembro de 2007, com Rhys Kosakowski, Lochlan Denholm, Rarmian Newton e Nick Twiney estrelando como Billy Elliot. A produção foi indicada a 11 premios Helpmann, vencendo Melhor Musical, Melhor Ator em um Musical (para os quatro atores interpretando Billy Elliot), Melhor Atriz em um Musical (Genevieve Lemon como a sra. Wilkinson), Melhor Direção, Melhor Coreografia, Melhor Design de Luz e Melhor Direção Musical.

Em 13 de novembro de 2008, o musical estreou no Imperial Theatre, na Broadway. David Álvarez, Kiril Kulish e Trent Kowalik (que já interpretado o papel em Londres) foram os escolhidos para estrear na Broadway. A atriz Haydn Gwynne também voltou a interpretar a sra. Wilkinson em Nova York, enquanto Gregory Jbara interpretou o pai de Billy, Santino Fontana interpretou Tony, o irmão de Billy, com Carole Shelley no papel da avó do personagem.

A produção foi indicada a 15 prêmios Tony, empatando com “Os Produtores” com o maior número de indicações da história da premiação (as duas peças foram ultrapassadas por “Hamilton”, que recebeu 16 indicações).

O compositor Elton John apresentou a canção “Electricity” no medley de abertura, e o elenco apresentou a canção “Angry Dance” durante a premiação.

Novamente, o prêmio de Melhor Ator em um Musical foi dividido entre os três jovens que compartilhavam o papel de Billy. A produção também venceu nas categorias de Melhor Musical, Melhor Roteiro de um Musical, Melhor Ator Coadjuvante em um Musical (Gregory Jbara), Melhor Direção de um Musical, Melhor Coreografia, Melhor Orquestração, Melhor Cenário, Melhor Design de Luz e Melhor Design de Som.

A produção da Broadway encerrou suas apresentações em 8 de janeiro de 2012, após 1.312 apresentações e 40 prévias.

A turnê nacional realizada nos Estados Unidos estreou em 30 de outubro de 2010, rodando o país até junho de 2013, quando encerrou suas apresentações em Connecticut. Após as apresentações nos Estados Unidos, a turnê estreou no Brasil em 2 de agosto de 2013 no Credicard Hall, em São Paulo, com Ty Forhan, Drew Minard e Mitchell Tobin no papel principal. Apresentada em inglês, os diálogos e canções eram acompanhadas por legendas em português nos telões. As apresentações aconteceram até o dia 18 de agosto.

AO VIVO

Em junho de 2014, foi anunciado que o musical seria transmitido ao vivo nos cinemas da Inglaterra em 28 de setembro daquele ano. O ator Liam Mower, um dos três Billys originais, retornou ao elenco para a apresentação, interpretando a versão adulta do personagem e liderando outros 25 atores que já haviam interpretado o personagem em uma apresentação especial.

Na filmagem, mais tarde lançada em DVD e Blu-ray, Billy Elliot foi interpretado por Elliott Hanna, enquanto a sra. Wilkinson foi interpretada por Ruthie Henshall, o pai de Billy foi interpretado por Deka Walmsley e Ann Emery interpretou a avó.

Assim como o musical, a apresentação ao vivo também se tornou um enorme sucesso, arrecadando 1.9 milhão de libras – quebrando o recorde da apresentação do especial de 50 anos da série “Doctor Who”.

A PRODUÇÃO BRASILEIRA

A produção brasileira de “Billy Elliot” fica a cargo do Atelier de Cultura, produtora responsável por sucessos como “A Madrinha Embriagada”, “O Homem de La Mancha” e “Annie”. Apesar de contar com a coreografia original, o espetáculo não se trata de uma réplica, sendo totalmente reimaginado exclusivamente para o público brasileiro.

OS PROTAGONISTAS

Billy Elliot e Michael

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Os estreantes Pedro Sousa, de 10 anos, Tiago Fernandes, de 12 e Richard Marques, de 14, se revezarão no papel do protagonista. Já o melhor amigo de Billy, Michael, será interpretado por Tavinho Canalle, Felipe Costa e Paulo Gomes, também estreantes nos musicais.

Carmo Dalla Vecchia – Jackie Elliot

Carmo Dalla Vecchia é mais conhecido por seu trabalhos na televisão, onde estreou em 1995, na minissérie “Engraçadinha: Seus Amores e Seus Pecados” e está no ar como Rafael Porto em “Malhação: Vidas Brasileiras”, já fez parte do elenco do musical “Forever Young”. O ator foi dirigido por Zé Henrique de Paula em “1984”.

Beto Sargentelli – Tony Elliot

O irmão de Billy Elliot e líder do sindicato dos mineradores será interpretado por Beto Sargentelli. O ator já fez parte de inúmeros espetáculos, com destaque para Judas, na versão paulista de “Godspell”, Galileo em “We Will Rock You”, Lucas em “A Família Addams”, Pablo em “Mudança de Hábito”, o Burro, em “Shrek – O Musical” e Simão em “Jesus Cristo Superstar”.

Os últimos trabalhos do ator foram como Zezé di Camargo em “2 Filhos de Francisco – O Musical” e “Os Últimos 5 Anos”, ao lado de Eline Porto. Em breve, o ator também poderá ser visto no único episódio gravado no Brasil da série “Black Mirror”.

Sara Sarres – Mãe

A mãe de Billy será interpretada por Sara Sarres. Considerada uma das grandes referências no teatro musical brasileiro, a atriz já participou de grandes produções durante sua carreira. Mais conhecida como Christine, de “O Fantasma da Ópera”, que interpretou no Teatro Renault de 2005 a 2007, a atriz foi convidada pela produção a interpretar a personagem novamente na turnê mundial do espetáculo.

Além de “O Fantasma da Ópera”, no entanto, a atriz já foi também Cosette em “Les Misérables”, Fiona em “Shrek – O Musical” e Anita em “West Side Story”.

Por Jane Valadão em “A Madrinha Embriagada” e Aldonza em “O Homem de la Mancha”, Sara recebeu duas indicações ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz. Recentemente, foi vista como Grace em “Annie”.

Já participou de produções das óperas “A Flauta Mágica”, como a Rainha da Noite e Musetta em “La Boheme”, além de ter sido a criadora e coordenadora da Área de Canto do Curso Técnico de Teatro Musical do SESI-SP.

Inah de Carvalho – Avó

Conhecida do público do teatro musical como a Vovó de “A Família Addams”, a atriz também já participou da montagem de “O Mágico de Oz”, de Billy Bond e “Versos de Hollanda”, dirigida por Márcio Azevedo.

Na TV, já fez participações em “Confissões Médicas”, “Rua Augusta”, “Rock Story”, “Totalmente Demais” e “Malhação”.

Vanessa Costa – Sra. Wilkinson

A mentora de Billy será interpretada por Vanessa Costa. A atriz já foi vista na produção de Moeller & Botelho de “Rocky Horror Show”, como um dos fantasmas, “Cinderella de Rodgers & Hammerstein”, “Peter Pan – O Musical da Broadway” e “Antes Tarde do Que Nunca”.

A atriz também foi diretora residente da última montagem brasileira de “Rent”.

+ Conheça o elenco de “Billy Elliot – O Musical”

O TIME CRIATIVO

John Stefaniuk – Direção

Canadense, o diretor faz sua primeira produção de “Billy Elliot”. Foi diretor residente de “Hey Mr. Producer!”, show que homenageava a carreira de Cameron Mackintosh.

Já dirigiu episódios de “Dancing With the Stars” e edições do Tony Awards, além de ter participado de mais de dez produções de “O Rei Leão” como diretor associado.

Floriano Nogueira – Diretor associado e residente

Além de ter participado das montagens brasileiras de “A Madrinha Embriagada”, “O Homem de la Mancha” e “Annie” como diretor associado e residente, Floriano Nogueira foi também supervisor coreográfico da montagem de 2009 de “A Bela e a Fera”, além de diretor residente de “Cats” e “Mamma Mia!”.

Em “Ghost – O Musical”, Floriano foi o diretor residente e coreógrafo da produção.

Daniel Rocha – Direção musical e regência

Começou a carreira nos musicais como maestro, regendo as orquestras de “A Gaiola das Loucas”, “Xanadu”, “Alô, Dolly!” e “Nuvem de Lágrimas”.

Como diretor musical, assinou projetos como “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz”, “Rio Mais Brasil” e “Hebe – O Musical”. Recentemente, encerrou a temporada do musical “Annie”.

Nikki Belsher e Barnaby Meredith – Coreografia associada internacional

Responsáveis por implantar a coreografia original de Peter Darling, ambos já participaram de diversas montagens de “Billy Elliot” ao redor do mundo.

Nikki Besher foi coreógrafa da montagem inglesa de “Footloose”, coreógrafa associada do musical inspirado em “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e uma das responsáveis pelo workshop de sapateado da montagem de “Frozen” na Broadway.

Barnaby Meredith já fez parte do elenco de “Billy Elliot”, onde interpretou o papel de Billy adulto. Barnaby fez parte do elenco da versão transmitida do musical, permanecendo no elenco por cinco anos.

Anelita Gallo – Coreógrafa residente

Além de ter feito parte dos elencos de “Cinderella de Rodgers & Hammerstein”, “O Mágico de Oz”, “Mamma Mia!” e “Cats”, Anelita Gallo foi coreógrafa de sapateado e dance captain do musical “Annie”, além de ter sido assistente de coreografia dos espetáculos “O Homem de La Mancha”, “Ghost – O Musical”, “We Will Rock You” e “A Madrinha Embriagada”.

Mariana Elisabetsky e Victor Mühlethaler – Versão brasileira

Junta, a dupla já realizou as versões brasileiras de “Wicked”, “Cantando na Chuva” e “A Pequena Sereia”. Além de “Billy Elliot”, a dupla também se prepara para a estreia de “Sunset Boulevard” no Teatro Santander. Indicados ao Prêmio Bibi Ferreira por todos os trabalhos em conjunto, a dupla venceu a categoria de Melhor Versão em 2018 por “Cantando na Chuva”.

Sozinha, Mariana Elisabetsky também foi a responsável pela adaptação dos diálogos e canções dos filmes “Viva – A Vida é a Uma Festa”, pela versão brasileira das músicas inéditas da versão live-action de “A Bela e a Fera”, pela versão brasileira das canções de “Moana” e pelos espetáculos “Rent” e “Meu Amigo Charlie Brown”, vencedor do Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Versão em 2016.

Michael Carnahan – Cenografia

Além da produção brasileira de “Billy Elliot”, Michael já fez o cenário para produções como “Les Liaisons Dangerouses” e “A Christmas Story”.

Na Broadway, foi o designer cenográfico associado de produções como “Groundhog Day”, “Allegiance”, “Curtains” e “In Transit”, além das peças “The Ferryman” e “Peter and the Starcatcher”.

“Billy Elliot – O Musical” estreia no Teatro Alfa em 15 de março de 2019.

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