Saiba tudo o que aconteceu na coletiva de “Peter Pan”, versão musical do clássico que estreia amanhã no Teatro Alfa

Na tarde de ontem, 6, a Touché Entretenimento se encontrou com a imprensa para apresentar sua nova produção, “Peter Pan“. Além de duas cenas, a equipe conversou com a imprensa sobre os desafios e prazeres de apresentar a história do menino que se recusa a crescer.

Apesar de não crescer, a história de Peter Pan completou 115 anos no ano passado, porém, segue relevante. “É uma história atemporal, que trata de como precisamos melhorar a nossa qualidade de vida”, explica Renata Borges Pimenta Valle, produtora à frente da Touché Entretenimento. A produtora acredita na representação do tempo na peça através do crocodilo, que persegue o Capitão Gancho após provar a sua mão. “Ele nos lembra a todo momento que o tempo não para e que precisamos melhorar cada vez mais nossa relação com ele, com o envelhecer e com a juventude”,

O objetivo da produção, entretanto, não era fazer apenas mais um Peter Pan. A produtora revela que existia o desejo consciente de negar o que já vinha sendo feito desde a estreia do musical, em 1954.  “Queria trazer o diferente”, explica. “A gente só atrai o público através do inusitado, desde que produzido de forma correta”. A produtora fala da escolha de Mateus Ribeiro como Peter Pan, um dos únicos homens a interpretar o papel, eternizado por Mary Martin. Entretanto, essa não é o único diferencial da versão brasileira, que passa a ser única ao incluir uma atriz para interpretar a fada Sininho, tradicionalmente interpretada por um ponto de luz. Tecnologia é um dos fortes da produção: “Introduzimos a projeção da floresta, que se torna viva, temos o crocodilo, que foi confeccionado fora do país com tecnologia robótica. A concepção é nova e se propôs a sair do óbvio”. Para Daniel Boaventura, que além de interpretar tanto o Capitão Gancho quanto o Sr. Darling, também é produtor do espetáculo, se afastar do que já foi feito e conferir uma interpretação brasileira é um ato de coragem. “Essa linguagem é dominada pelos americanos e pelos ingleses, mas já temos um know-how acumulado de mais de vinte anos”.

Já para Mateus, o que mais surpreende no musical é que, apesar de não fazer parte na nova geração de espetáculos da Broadway (a primeira versão estreou em 1954), é uma história muito boa e com músicas incríveis: “Outras versões são muito romantizadas, mas aqui os personagens são mais humanos, com sentimentos, características e até defeitos mais humanos”, comenta. Mateus foi selecionado através de audições que tiveram mais de 4.000 candidatos. O elenco também inclui Bianca Tadini (Wendy), Maria Netto (Sra. Darling), Pedro Navarro (Smee), Carol Botelho (Tiger Lilly), além de um elenco infantil composto por Gabriel Cordeiro e Murilo Martins (John Darling), Henry Gaspar e Luís Prudêncio (Michael Darling).

O maior desafio para José Possi Neto, diretor da produção, foi justamente o tempo. “Dar materialidade à ficção é muito significativo“, explica. “Transformar a ficção em realidade é colocar toda uma equipe enorme sonhando junto”. Para o diretor, montar um espetáculo é um exercício de somatória, onde todos devem contribuir em conjunto para alcançar o resultado final. “Se você começar a competir, não acontece”.

Peter Pan” faz parte de uma onda de musicais brasileiros que, apesar da economia, continua crescendo, com novas produtoras e profissionais se formando nos últimos anos. “Me lembro de ver Bibi Ferreira e Marília Pêra fazendo um musical a cada cinco anos”, relembra Possi Neto, uma época em que a montagem de um elenco significava que não existiam atores disponíveis para outras produções.“Hoje existe uma geração enorme e muito bem preparada, que, infelizmente, em função das condições totais, é muito mal paga por tudo o que vale”. Para Daniel Boaventura, o preparo é motivo de admiração. “Ainda fico assustado quando vejo essa geração fazendo o diabo em cena. É um deleite para mim”, comenta.

A dedicação é comprovada por Mateus, que ainda durante as audições já fazia aulas de ginástica olímpica para aguentar o ritmo de cantar, dançar, atuar e voar fazendo diferentes acrobacias dignas de um ginasta. Desafiar a gravidade, entretanto, não foi tão fácil. “Foi um processo de se acostumar com esse material, apertava de todos os lados”, explica o ator, que veste o equipamento de voo por quase todo o espetáculo, composto de ferros que o sustentam no ar. “Irrita, mas é um equipamento necessário para o musical acontecer”

Para Renata Borges, uma das cenas mais emocionantes acontece durante o reencontr´o entre Wendy e Peter Pan. “Quando o tempo bate na porta, através dessa cena, você o questiona e às vezes, como ele é cruel. Wendy vê o amor da vida dela, que não envelheceu, e ao mesmo tempo, vê que tudo poderia ser diferente”. Em um mundo de conexões rápidas e insignificantes, a produtora acredita no valor que damos ao tempo. “Não podemos viver em função dele. Temos que escolhê-lo e fazermos o que quisermos da melhor forma com ele”.

“Estamos num momento em que recebemos informações em três linhas, mas o teatro ainda é um namoro do público, que é vivo, com pessoas vivas, aqui em cima [do palco]. Nada melhor do que um grande clássico, que a gente pode delirar. Cada um faz a sua interpretação. A arte é libertadora por isso”, explica Possi Neto.

Para o diretor, Peter Pan tem uma representação certa. “A frase que define Peter Pan quando Gancho diz pra ele “afinal, o que é você?” é “eu sou a juventude, eu sou a alegria, eu sou a liberdade”, e ele diz isso subindo, subindo, subindo…”

Para a Touché, tanta cultura não pode se concentrar em um único centro. “Apesar de São Paulo ser, financeiramente, o melhor mercado, a gente precisa continuar acreditando no Rio de Janeiro e também ir para outras praças. A Lei [Rouanet] pede que a gente fomente e a Lei não é só para a gente. Ela precisa ser fomentada nos outros estados, gerando mais empregos e é esse compromisso que eu tenho à frente da Touché com a cultura desse país”, explica Renata Borges. As ações da produtora confirmam as palavras: “Cinderella“, primeiro musical produzido pela Touché (Fábula Produções, na época) já tem elenco e datas para uma turnê nacional, após realizar temporadas em São Paulo e no Rio de Janeiro e apresentações pelo sul do pais.

“Peter Pan” estreia amanhã, dia 8 de março, no Teatro Alfa. Com Mateus Ribeiro, Daniel Boaventura e Bianca Tadini no elenco, o musical faz temporada na capital paulista até o dia 15 de julho. As sessões acontecem de quinta e sexta-feira ás 20h30, de sábado às 16h e às 20h e de domingo às 17h.

Preços:

Quintas e Sextas às 20h30:
Setor Premium – R$ 190,00 (Inteira) / R$ 95,00 (Meia-entrada)
Setor VIP – R$ 160,00 (Inteira) / R$ 80,00 (Meia-entrada)
Plateia – R$ 120,00 (Inteira) / R$ 60,00 (Meia-entrada)
Balcão 1 – R$ 60,00 (Inteira) / R$ 30,00 (Meia-entrada)
Balcão 2 – R$ 50,00 (Inteira) / R$ 25,00 (Meia-entrada)

Sábados às 16h e 20h / Domingos às 17h:
Setor Premium – R$ 210,00 (Inteira) / R$ 105,00 (Meia-entrada)
Setor VIP – R$ 180,00 (Inteira) / R$ 90,00 (Meia-entrada)
Plateia – R$ 140,00 (Inteira) / R$ 70,00 (Meia-entrada)
Balcão 1 – R$ 60,00 (Inteira) / R$ 30,00 (Meia-entrada)
Balcão 2 – R$ 50,00 (Inteira) / R$ 25,00 (Meia-entrada)

Meia entrada válida para estudantes, crianças de 03 a 12 anos, idosos, professores da rede pública estadual e municipais e portadores de necessidades especiais.

Vendas:

Ingresso Rápidohttps://www.ingressorapido.com.br/venda/?id=4258#!/tickets

Telefone:: 11 5693.4000 ou 0300 789-3377

Bilheteria: Segunda a Sábado – 11h ás 19h, Domingos – 11h ás 17h

Como chegar:

Endereço: O Teatro Alfa fica localizado na Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Santo Amaro.

Estacionamento: Possui estacionamento próprio.

Transporte público: A estação Santo Amaro da CPTM (Linha 9 – Esmeralda) é a mais próxima (15 min de caminhada).

Participaram: Georgia Nogueira, Higor Valentini, Lucas Alves, Priscila Ribeiro e Rodrigo Cavalheiro

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